domingo, 9 de novembro de 2008

Confie no próprio taco

É fundamental confiar no próprio taco !!!

Texto original do artigo de Marcelo Cherto publicado na Gazeta Mercantil de 07/11/2008:

Quando voltei do Mestrado na Universidade de Nova York e comecei a advogar em São Paulo, eu tinha 24 anos. E, apesar dos ternos sisudos e da barba que ostentava, era um garoto. E tinha cara de garoto. Mas era bom advogado. Um belo dia, por indicação de alguém, recebi um figurão, homem de muita grana, arrogante, com aquela pose que só os herdeiros de belas fortunas têm. Ele me expôs uma transação que pretendia fazer, pedindo-me para analisar a montagem jurídica sugerida pelos advogados de sua empresa. Burramente, não falei em honorários. Apenas lhe pedi uns dias para estudar o assunto e mergulhei com vontade na imensa pilha de documentos que ele me deixou.

Uma semana depois, me reuni com ele para mostrar a solução que havia bolado, 100% dentro da lei e que lhe gerava uma economia sensível de impostos, por volta aí de uns 500 mil dólares. Como a coisa toda era muito técnica, expliquei a estratégia por alto e entreguei ao homem um roteiro datilografado em cinco páginas de papel timbrado, para que ele o entregasse a seus advogados internos, encarregados da execução dos documentos.

Ele perguntou quanto me devia e eu, que ainda não havia aprendido que preço não tem nada a ver com custo, calculei as horas que havia gasto e respondi “dez mil dólares”. O homem fechou a cara e, de forma rude, para me intimidar, perguntou como eu tinha a coragem de cobrar dez mil dólares por cinco folhinhas de papel. Esbravejou que dava dois mil dólares por folha e que isso era um absurdo.

Minha vontade era chutar o cara para fora da sala, mas eu tinha trabalhado como um mouro e precisava daquela grana. Portanto, me fiz de humilde, pedi desculpas e disse a ele que tinha razão, que realmente era um absurdo cobrar tanto por cinco folhinhas de papel e que eu iria reparar o meu erro. O sujeito ficou todo feliz.

Abri a gaveta, de onde tirei cinco folhas de papel timbrado em branco. Coloquei-as num envelope e o entreguei ao cliente, dizendo: - “isto é uma cortesia, não lhe custará nem um centavo”. Ele explodiu: - “mas estas folhas estão em branco! Não há nada escrito nelas!”

E eu, calmamente, respondi: - “Mas afinal, o que é que o senhor veio buscar aqui? Por sua fala anterior, pensei que eram folhas de papel timbrado. Se é isso, aí estão elas. E não lhe custam nada”. E prossegui: - “Porém, se o que o senhor veio comprar aqui não são as folhas, mas sim o que está escrito nelas, aí vai ter que pagar. Afinal, para poder escrever o que escrevi, detalhando uma solução que vai lhe economizar pelo menos 500 mil dólares, foram necessários anos de estudo e uma semana mergulhado numa montanha de papéis. E isso tem um preço. E tem mais: se quiser levar o roteiro, vai pagar, não mais dez mil, mas sim vinte mil dólares, pelo desaforo de me tomar por um vendedor de papel”.

O desfecho foi o que eu antecipava, mas apenas em parte. Eu esperava que ele pagasse e ele pagou. Bufando, mas pagou.

Mas eu também esperava que ele nunca mais me procurasse e saísse falando mal de mim. E ele não apenas voltou a me contratar para outros casos, como ainda me indicou para vários amigos. Sempre dizendo - “esse advogado é bom. Não leva desaforo para casa e não se deixa enrolar”.

E eu aprendi, de uma vez por todas, que quem quiser ser dono do próprio negócio precisa, antes de mais nada, acreditar no próprio taco. E não ter medo de defender as coisas em que acredita.

Marcelo Cherto é presidente do Grupo Cherto, membro da Academia Brasileira de Marketing e integrante do Global Advisory Board da Endeavor.

sábado, 18 de outubro de 2008

Banco do Brasil anuncia novidades no BB Franquias durante a Convenção

Antonio Sergio Rocha, gerente executivo do Banco do Brasil reafirmou o compromisso do banco com o franchising e anunciou novidades no programa BB Franquias.

Desde que foi lançado em 2005, o BB Franquias tem sido constantemente testado pelo mercado e aprimorado pelo Banco do Brasil. Três anos depois, o BB identificou um dos principais gargalos para o crescimento do programa: a capilaridade do banco e das redes de franquia. 'É muito difícil manter toda nossa rede informada para oferecer o crédito via BB Franquias e o mesmo acontecia do lado do franqueado, que ao solicitar crédito também não procurava pelo programa', explicou Antônio Sérgio Rocha , gerente executivo do Banco do Brasil.

Para aumentar a taxa de utilização do Programa, o Banco do Brasil decidiu centralizar em Brasília toda a análise do crédito para franquias. O executivo anunciou ainda que em janeiro entrará no ar um novo site para o setor chamado de BB Franquias Net.

Nesse novo formato, as agências serão responsáveis apenas pela liberação do dinheiro, propriamente dito. Toda a análise será feita de forma centralizada.

A expectativa do Banco do Brasil é de quase dobrar o volume de crédito oferecido atualmente através do programa. 'Hoje, dos cerca de R$ 500 milhões liberados para o sistema, apenas 18% acontece através do BB Franquia', explica Antônio Sérgio. Ainda segundo ele, com a criação desse novo fluxo de análise e liberação do crédito a expectativa é liberar mais de R$ 1 bilhão para as empresas do setor até 2010.

Emergentes já mandam na Economia Mundial

O economista Ricardo Amorim, provou para os empresários do franchising, por meio de números, gráficos e comparações que os países emergentes já mandam na Economia Mundial.

Durante sua palestra, afirmou que daqui a 20 anos o Brasil estará entre as 5 maiores economias do mundo. Sua avaliação está baseada na exportação de commodities, principalmente, de petróleo.

De volta ao Brasil depois de 8 anos em Nova York, o economista contou que a fuga de profissionais tem sido uma tendência nos Estados Unidos. 'Além do regresso de profissionais aos seus países de origem, os Estados Unidos assistem a queda no número de estrangeiros em suas universidades. Isso mostra que o país já não consegue atrair e reter os talentos que vinha fazendo nas últimas décadas', comentou.

Amorim anunciou em primeira mão aos congressistas da Convenção ABF do Franchising que em breve assumirá o cargo de CEO da Concórdia Asset, uma empresa do Grupo Sadia.

Sobre a crise americana e seus impactos no Brasil, Amorim foi categórico. Ë difícil prever quanto tempo será necessário para a economia mundial se refazer da crise financeira americana. No Brasil, segundo ele, o impacto será de desaceleração nos próximos dois anos, porém, com a manutenção do crescimento em aproximadamente 4%. 'Crescer na faixa dos 4 % por vários anos seguidos é muito bom para o Brasil', acrescentou.

O alerta que deixou para os empresários é que a mudança do eixo econômico mundial não é futuro mas sim presente. 'É preciso olhar o mundo como ele é e não mais sob a ótica que tínhamos até então. Em menos de 20 anos, a China e a Índia serão as economias mais fortes do planeta. Ë muito mais rápido do que se imagina e é preciso tomar atitudes e decisões agora.

Redação DFREIRE (05/10/2008)

Franquias no Ceará - Posicionamento Nacional

Segmentação por Estado

Localização das Sedes das Empresas Franqueadoras por Estado - 2007

Distribuição das Unidades Franqueadas por Estado - 2007

Densidades das Unidades Franqueadas por Estado 2007

Evolução do Setor 2001 - 2007

Evolução do Franchising Brasileiro de 2001 a 2007

Segundo a ABF (Associação Brasileira de Franchising) 2008.

 Faturamento

Redes

Unidades

Encomenda expressa dobra franquia no País


Mesmo atuando em um mercado onde a estatal Correios mantém mais de 1,4 mil agências franqueadas, oferecendo serviços de encomendas expressas, as empresas privadas do segmento de entregas fracionadas encontram espaço para dobrar suas praças de atendimento, graças ao forte aquecimento econômico, aos reflexos da recente greve da estatal e à crise da VarigLog, que acabaram beneficiando os negócios.

É o caso da nacional JadLog, que vê não só as franquias dobrarem, mas calcula fechar 2008 com o triplo do volume de cargas em relação ao último ano, e da alemã DHL Express, que pode chegar à centésima loja em 2009.

Mais modesta em número de unidades, mas com previsão de multiplicar por dois os seus pontos de atendimento, a rede norte-americana PostNet vê novas oportunidades em mais regiões. Em reportagem recente ao DCI, a BSL Logística revelou ter planos de chegar a 500 unidades até 2012, ou seja, somadas, as quatro corporações vão totalizar mil unidades, cerca de 75% do que os Correios mantêm no Brasil hoje.

Para Juliana Vasconcelos, diretora de Marketing da DHL Express, o objetivo é abrir um canal de varejo eficiente. "Queremos criar uma maior acessibilidade aos serviços DHL. Temos atualmente 50 pontos-de-venda, mas vemos a possibilidade chegar a 100 até 2009", contou ao DCI.

Juliana explicou que nas lojas, os clientes estão divididos em 50% de pessoas físicas e 50% de empresas. Nos locais, a DHL oferece auxílio para as pequenas e médias empresas exportarem seus produtos.

Mesmo pertencendo ao Deutsche Post (o correio alemão), o carro-chefe da DHL no Brasil são as operações de importação e exportação, porém há um incremento no mercado doméstico. "Vemos o mercado interno crescer com os produtos de alto valor agregado", disse a diretora.

A DHL viu o volume de remessas expressas aumentar 25% em julho passado, em relação ao mês anterior, sendo que, no primeiro semestre de 2008, esse total avançou 15,7%, na comparação com 2007. A empresa deve somar 270 carros até o final do ano.
Triplo - Outra empresa que comemora o avanço do setor, ao passo que revê para cima seus indicadores econômicos é a JadLog, que esperava faturar R$ 55 milhões neste ano, mas já calcula ganhos na casa dos R$ 70 milhões ainda em 2008, com o dobro de franquias.

"A greve dos Correios e a crise da VarigLog também deram um empurrão nos negócios", analisou Ronan Hudson, diretor da Jad Log, empresa que pertence ao Grupo Jad, que inclui uma locadora e uma empresa de táxi aéreo.

Hudson explicou que o crescimento também se reflete na quantidade de franquias da empresa, que em 2006 eram 170 e que até o final de 2008, podem chegar a 350 - os executivos calculavam 300, anteriormente. Ele afirmou que a JadLog aposta em um modelo "que não cobra taxas de franquia, com o objetivo de ganhar dinheiro com o volume de cargas", o que, segundo o diretor, facilita a expansão da rede.

Numa franquia Jad, o investidor aplica entre R$ 15 mil e R$ 30 mil, fora o aporte em frota. Com isso ele tem direito não só à consultoria da empresa, mas a um suporte comercial para alavancar as operações. Cerca de 70% das unidades da entregadora expressa estão na Região Sudeste, sendo os outros 30% divididos entre franquias no Centro-oeste, Norte e Nordeste brasileiros. Atualmente, o grande impulso de franquias está em cidades de porte médio, a exemplo de Marabá, na Região Norte, Caruarú, em Pernambuco, além de Itumbiara e Rio Verde, ambas no Estado de Goiás.

A JadLog conta com uma frota de 25 aviões Cessna, divididos entre quatro regiões do País, para dar maior capilaridade à malha aérea da empresa. Em terra, a empresa tem mais de 1,5 mil veículos, entre 200 carretas, 800 furgões e 600 utilitários dos franqueados.
Visita - Na iminência de receber a visita dos diretores da rede mundial, a PostNet do Brasil tem uma notícia positiva a dar aos executivos: a de que poderá dobrar as atuais 22 lojas até 2010, com uma perspectiva de abrir uma loja por mês em média até lá.

De acordo com Jacques Kann, diretor da PostNet no País, apesar da economia aquecida, a intenção é manter essa velocidade de crescimento. "Não queremos acelerar demais porque temos de dar suporte às lojas já abertas", raciocinou.

As lojas PostNet trabalham no segmento de encomendas expressas em parceria com três líderes mundiais do setor: DHL Express, FedEx e UPS. Somente a primeira faz o envio de pacotes dentro do Brasil. Além do envio de remessas, as lojas mantêm 40 serviços de apoio aos escritórios, como, por exemplo, cópias e encadernações. Kann revelou que uma franquia da rede custa em média R$ 90 mil, não sendo necessária experiência anterior.
"Precisamos apenas que a pessoa seja empreendedora, uma vez que operamos em um segmento seguro, apenas de serviços, livres de investimentos em estoques, por exemplo", analisou o diretor. Ele isse que a estratégia de expansão no Brasil está nas cidades de acima de 150 mil habitantes; abaixo disso, a rede tem de avaliar mais a fundo a demanda.

O executivo acrescentou que, na área de encomendas, realmente as importações e exportações são mais fortes, pela capilaridade mundial das empresas que representa, mas no mercado doméstico, dominado pelos Correios, ainda há espaço para o envio de produtos frágeis, que exigem um manuseio mais cuidadoso, especialidade da DHL.

A PostNet está presente na capital paulista, além de cidades de porte médio e que demonstram forte potencial, como Campinas, Jundiaí e Santo André. Em outros estados, a rede está Belo Horizonte, Vitória, Salvador, Recife, Anápolis e Manaus. Como alvo, a empresa está de olho no Rio de Janeiro, na Região Sul e em cidades de porte médio paulistas. No mundo, há ao todo mil lojas PostNet.

Na liderança do mercado, os Correios mantêm mais de 1,4 mil agências no País, tendo emitido, no primeiro semestre de 2008, mais de 76 milhões encomendas.

Por DCI - SP

A crise afetará as receitas com esporte nos EUA?

Por Amir Somoggi

O renomado jornal The Sports Business Journal, principal publicação de sports business dos EUA acaba de publicar uma reportagem abordando como a atual crise financeira pode afetar os negócios das equipes profissionais dos EUA e a conclusão não é muito animadora.

Segundo a reportagem as franquias podem passar por grandes dificuldades, desde a renovação de suas cotas de patrocínio, venda de camarotes corporativos, financiamento das obras para conclusão de seus novos estádios e também para manterem o atual gasto dos torcedores com ingressos, produtos licenciados e catering nos jogos.

Muitos setores que serão diretamente afetados pela crise investem pesados recursos no esporte americano como bancos e seguradoras e além desses setores um outro que tem se mostrado bastante debilitado pela economia dos EUA é o automobilístico. Dois exemplos citados na matéria comprovam que grandes patrocinadiores do segmento estão revendo seus investimentos, o fim do acordo entre a equipe da NHL Florida Panthers e seu patrocinador Chrysler, depois de 13 anos de relacionamento e também o caso da franquia San Jose Sharks que também perdeu um importante parceiro do mesmo setor, a Dodge.

No setor financeiro dos EUA há grandes patrocinadores com acordos em vigência com importantes franquias e Ligas e teremos que aguardar o desenrolar da crise para verificar se sofrerão alterações. Dois bons exemplos são os dois maiores acordos de naming rights firmados no mundo, o do banco Barclays assinado em 2007 com a franquia da NBA New Jersey Nets e o acorodo de 2006 entre o Citigroup e a franquia da MLB New York Mets, que juntos representam um montante de investimento de US$ 800 milhões para os próximos 20 anos.

Um dado alarmante para o mercado americano foi a pesquisa realizada pela empresa Turnkey Sports & Entertainment em agosto de 2008 com uma amostra significativa da população dos EUA , a respeito das perspectivas de gastos com esporte e entretenimento nos próximos 6 meses pelos americanos. Vale destacar que a pesquisa foi realizada um mês antes da eclosão da crise na mídia.

Qual a sua opinião sobre os custos de assistir eventos nos estádios/arenas dos EUA?

Qual a sua expectativa para comprar ingressos para jogos nos próximos 6 meses?

Qual a sua expectativa de gasto com entretenimento (esportes, concertos, cinema, jantares, etc) para os próximos 6 meses?

Os dados comprovam que o consumidor norte-americano está apreensivo com o futuro da economia e possivelmente deve gastar menos em 2008 do que no ano passado, o que pode afetar diretamente os negócios das franquias e de seus patrocinadores.

Muitas franquias já começaram a criar alternativas criativas para motivar comercialmente seus clientes, como ofertas de serviços agregados a venda de ingressos. Um bom exemplo é a Nascar que oferecerá um ingresso para 4 pessoas por US$ 159, que inclui além do acesso à prova, 4 hot-dogs, 4 copos de Coca-Cola e cupons promocionais.

Com a crise em curso o mercado que mais recursos gera com esporte no mundo talvez ensine para todos nós como ganhar dinheiro em um momento de tanta dificuldade, ou talvez vejamos as receitas das Ligas recuarem pela primeira vez em muitos anos.

sexta-feira, 18 de julho de 2008

Franchising no Ceará

Modelo cresce 9,68% no CE

O segmento de franquias gerou, somente no ano passado, 266 vagas no mercado de trabalho local
Negócio já testado e aprovado, marca estruturada, garantia de suporte e treinamento gratuito, menor risco de mortalidade, além da facilidade na abertura da empresa e também para obter financiamento. São estas algumas vantagens do setor de franquias, que se encontra em plena expansão no País, com crescimento de 12,9% em 2007 e geração de 28.339 postos de trabalho.
Os dados, divulgados pela Associação Brasileira de Franchising (ABF), são referentes a pesquisa “O Perfil do Franqueado Brasileiro”, da Rizzo Franchise — empresa que realiza há mais de vinte anos pesquisas sobre o franchise em toda a América Latina.
Conforme o estudo, no Ceará a performance não é diferente do restante do Brasil. O segmento gerou, só no ano passado, 266 novas vagas no mercado de trabalho local. No total, surgiram cinco novos franqueadores e 43 novas franquias no estado, correspondendo ao aumento de 9,68% no número de unidades franqueadas. Na lista dos novos franqueadores do Ceará, aponta o levantamento, estão as empresas Iassete Office Shop, Casa dos Relojoeiros, Monat, Anne e Bransk.
Mas não é de hoje que as empresas cearenses optam por franquiar suas marcas. Exemplo promissor na área de franchising, a Skyler, grife cearense de moda masculina, que nasceu em 1997, além de estar presente nos principais shoppings centers de Fortaleza e interior do Estado, conseguiu se expandir pelo Nordeste por meio da concessão de franquia.
A marca possui atualmente nove lojas próprias, todas em Fortaleza. Mas fora da capital possui onze franquias localizadas em Crato, Iguatu, Juazeiro do Norte, Sobral (CE), Natal (RN), Petrolina (PE), Cajazeiras (PB), Feira de Santana (BA), São Luís (MA), Teresina e Paranaíba (PI).
No Brasil
No País, o número de empresários que oferecem franquia de seu negócio saltou de 1.366, em 2006, para 1.542, em 2007. Juntos, eles já geraram mais de 124 mil franquias, empregando, só no ano passado, 28.339 pessoas.
A pesquisa revela, ainda que, no Brasil, uma nova franquia é aberta a cada hora, gerando, em média, dez novos empregos cada uma.
Considerando um dia comercial — ou seja, das 8 às 18 horas — com a abertura de doze franquias, em média, a estimativa é de que cerca de 120 novos empregos são gerados diariamente com novos negócios franqueados.
Ganhos
O diretor de Comunicação e Marketing da ABF, André Friedheim vê inúmeros ganhos no franchising, ´tanto para franqueados como franqueadores´, observa. Ele lembra que, segundo estatítiscas do Sebrae, 80% dos negócios independentes fecham as portas ao fim de cinco anos de existência.
´Em franquias o índice cai para pouco mais de 10% no mesmo período. O risco diminui em função das vantagens oferecidas pelo segmento´, assegura o executivo.
Dados da ABF atestam que o percentual de mortalidade das empresas franqueadas ao completarem cinco anos é de 3% ao ano, ou seja, 15% ao longo de cinco anos. Entre os motivos para o sucesso do negócio, André Friedheim aponta o acesso dos investidores a marcas já reconhecidas no mercado, a produtos e serviços de eficiência comprovada, além de obterem ganhos de escala por fazerem parte de uma rede.
´Eles economizam porque os custos com propaganda são rateados e os métodos de gestão são mais profissionalizados´, resume Friedheim.
METADE DOS NEGÓCIOS - Mulheres marcam presença
A presença das mulheres no setor de franquias é cada vez mais crescente. Elas já respondem por metade dos negócios desse segmento no País. A maioria faz a opção em função das facilidades oferecidas pelo franqueador.
A empresária Viviane Dantas Carneiro é mais um exemplo de sucesso no campo da franchising. Há dois anos ela é franqueada da Flavored Popcorn, uma empresa de Santa Catarina especializada em pipocas dos mais variados sabores e que já possui franquias em outros estados do Brasil. Pioneira no Ceará a trabalhar com a marca PopCorn, ela mantém dois quiosques no North Shopping e outro na feira mensal de artesanato do Salinas.
A franquia, cujo investimento varia de R$ 40 mil a R$ 49 mil, conforme dados da ABF, traz retorno certo, segundo a empresária. ´Quem prova da nossa pipoca sempre volta e traz outros clientes. O resultado é que nossas vendas crescem em torno de 15% ao ano´, declara Viviane.
A empresária, que trabalhou por muitos anos como gerente de outras empresas, ao decidir montar seu próprio negócio diz ter optado pela franquia devido às facilidades encontradas. ´Na PopCorn encontrei tudo pronto. Eles fornecem o quiosque, além de embalagens e matéria-prima´, afirma.
As vantagens das franquias são confirmadas por Maria Dolores Mesquita Gomes, franqueada da Cacau Show, que possui há três anos uma loja no Shopping Benfica. Depois de investir R$ 120 mil para implantação do negócio, ela tem ampliado a clientela constantemente, aumentando as vendas em 30% ao ano.
´Todo negócio é arriscado, mas numa franquia a gente tem todo o suporte necessário, além de trabalhar com uma marca consolidada. Para quem não tinha nenhuma experiência em dirigir uma empresa, essas diferenças foram decisivas. Hoje para abrir uma franquia da Cacau Show é preciso um investimento mínimo de R$ 70 mil. Mas vale a pena´, afirma Maria Dolores. (AC)

FONTE: Diário do Nordeste - Fortaleza - Seção: Negócios - 24/02/2008

quinta-feira, 10 de julho de 2008

ABF Franchising Expo 2008 recebeu aproximadamente 33 mil visitantes

Cerca de R$ 26,5 milhões em negócios deve movimentar o setor depois da feira

A 17ª edição da ABF Franchising Expo, que se encerrou no sábado (28/06), registrou aproximadamente 33 mil visitantes interessados em conhecer melhor o setor de franquia e adquirir o próprio negócio. Visitaram a feira pessoas de várias partes do país com destaque para Salvador, Belo Horizonte e Distrito Federal.

A expectativa da Associação Brasileira de Franchising (ABF) é que o evento movimente cerca de R$ 26,5 milhões em negócios. “Este resultado reflete a vitalidade do sistema, que tem mantido taxas de crescimento anuais acima de 10% e atraído a atenção de redes internacionais”, afirma Ricardo Camargo, diretor executivo da ABF.

Este ano, a feira teve uma forte presença de marcas estrangeiras que prospectaram investidores brasileiros e também se interessaram pela variedade dos segmentos do franchising nacional.

Para os expositores presentes na feira, a participação foi muito positiva. A rede paulistana Mãos de Cera que participou do evento, pela primeira vez, com o objetivo de expandir a marca para outras regiões do país recebeu cerca de 100 contatos diários durante os quatro dias de feira. Segundo Marcelo Moretti, diretor da rede, aproximadamente 10% do total de visitas recebidas deverão se converter em negócio.

Outra novata na feira foi a Inovathi Acessórios. Segundo Giuliano Fernandes, diretor comercial da rede a participação na feira serviu para anunciar a expansão da rede por meio do sistema. “A feira, com certeza, vai nos ajudar muito nesta missão”, afirma Fernandes.

Pela segunda vez consecutiva na feira, o sócio-gerente da Magoweb, Átila Kahmann Genehr, declarou que o evento superou suas expectativas. “Ano passado muita gente não conhecia a Magoweb e os contatos eram mais superficiais. Já este ano, recebemos visitantes que queriam informações mais aprofundadas. Acredito que até o final do ano, haverá a abertura de muitas unidades através de contatos obtidos na AFB Franchising Expo”, diz o empresário.

No estande da veterana Casa do Pão de Queijo o movimento foi intenso. Para Ricardo Bertucci, gerente comercial da rede, a estimativa é fechar cerca de dez contratos com as negociações iniciadas durante o evento. “Houve um crescimento de 10% no número de pessoas interessadas em abrir uma franquia, em comparação ao evento de 2007”, afirmou Bertucci.

A rede de academias expressas Citrus Gym, também superou o resultado da feira anterior. Segundo Filipe Mescolotto, sócio diretor da rede, a expectativa é fechar cerca de 20 contratos decorrentes da participação na feira, dobrando assim, o resultado do ano passado.

De acordo com João Abbade, diretor de franquias da Microcamp, a participação da marca na ABF Franchising Expo foi acima do previsto. A Microcamp apresentou seu plano de negócios para mais de 100 pessoas interessadas em abrir franquias nas regiões do Norte, Nordeste e SUL, além de cidades localizadas no interior de Minas e Rio de Janeiro. “Embora somente 3% do público visitante tenha nosso perfil, conseguimos atrair muitos interessados em abrir em outras regiões. Com certeza, após esta feira, abriremos franquias nos locais que temos interesse", relatou Abbade.

Felizes com os resultados obtidos nos quatro dias de feira, as redes de Campinas, Interactive Brasil, Risotto Mix e Parmeggio já confirmaram participação para ABF Franchising Expo 2009. As empresas esperam resultados positivos na ordem de 20%. “Fomos procurados por candidatos de diversos estados do Sul e do Sudeste”, comenta a gerente de Marketing da Risotto Mix, Aline Mathias.

O Instituto Ricardo Almeida, primeira escola livre privada do País voltada, exclusivamente, para a formação profissional de mão-de-obra para a indústria de confecção, comemora os resultados obtidos durante a ABF Franchising Expo 2008, onde lançou oficialmente o sistema de franquias. Para Carlos Simões, diretor do Instituto, os resultados superaram as expectativas iniciais e indicaram que existe uma demanda expressiva para investidores que procuram um novo negócio na modalidade de franquias. “Durante a feira foram detectados uma média de 60 novos investidores com real potencial de fechamento de negócios, além do estabelecimento de contatos com outras franquias que atuam na área de moda que podem gerar futuras parcerias estratégicas”, completa o executivo.

Sérgio Freire, sócio da rede Vanilla Caffè, adotou um método bastante apropriado para medir o público visitante. A rede serviu cerca de mil cafés e já tem várias reuniões agendadas com investidores candidatos a se tornarem um franqueador da marca.

A China House que somou cerca de 30 prospects, durante a maior feira de franquia da América Latina, está otimista e garante que participar da ABF Franchising Expo é sempre positivo. “A feira é uma vitrine muito importante porque reforça a marca institucionalmente e atrai novos investidores”, comenta Jorge Torres, franqueador da China House.

A Spedini Trattoria Expressa, especializada em culinária italiana, espera concretizar pelo menos quatro novos negócios em decorrência do evento.

A Uno&Due acertou a abertura de quatro novas lojas, em Belém (PA), durante o evento. “Estávamos em negociação há duas semanas, mas a feira foi fundamental para o acerto. Inclusive, de 15 a 20 novas unidades devem ser abertas em decorrência dos contatos estabelecidos durante a feira”, afirma Márcia Cuder, gerente de expansão da marca.

A rede de culinária rápida italiana, Spoleto e a Koni Store, ambas pertencentes a Holding Úmbria, fizeram um balanço positivo sobre a participação na 17ª da feira da ABF.  Segundo Renata Rouchou, diretora de expansão nacional, que participa da feira desde sua criação, esse ano foi o melhor de todos os outros, disparado, em número de pessoas atendidas e bem focadas em que tipo de negócio querem entrar. “A grande concentração de pessoas, trouxe candidatos de outros Estados e muitos das cidades do interior paulista, em crescimento expressivo, surpreendeu pela qualidade do público que atendemos em nosso stand” diz Rouchou. Ela acredita que com a ajuda da feira serão fechados pelo menos 10 novos negócios de Spoleto (tradicional), 5 negócios (modelo compacto) para o interior e 12 negócios para a Koni Store. “Foi surpreendente não só pela atratividade da marca Spoleto, bem como pelo lançamento do Koni Store”, comemora.

O Rei do Mate, tradicional rede de casa de chás do país contabilizou cerca de 5.000 visitantes em seu estande. A expectativa é que a ABF repercuta em bons negócios, que devem garantir a abertura de novas lojas até o fim do ano.
Segundo o agente desenvolvimento da Subway, Jader Lima os resultados da ABF devem aparecer em curto prazo. “Os futuros franqueados já chegam com conhecimento sobre a franquia, como cardápio e atuação no Brasil. Eles só querem tirar dúvidas pontuais e se preparar para fechar negócio”, informa Lima.

A Bit Company, acredita que por conta da feira da ABF, deverá abrir pelo menos 10 novas unidades e movimentar cerca de R$ 1.600.000,00 em negócios. Com estes números aumenta também as oportunidades de trabalho, 100 novos empregos diretos. Segundo a rede, maior concentração de investidores surgiu da capital paulista, Bahia, Pará e Goiás.

Mal terminou a 17ª ABF Franchising Expo a comissão organizadora do evento já está trabalhando para a exposição do próximo ano. “A cada edição a corrida para garantir espaço na feira da ABF se torna maior. Ninguém quer ficar de fora da maior vitrine do franchising nacional”, conclui Marco Antonio Mastrandanakis, superintendente da Brazil Trade Shows Partners - BTSP.

A ABF Franchising Expo, retornará em 2009 ao Expo Center Norte, desta vez no Pavilhão vermelho, entre os dias 17 e 20 de junho.

Mais informações para a Imprensa:

DFREIRE Comunicação e Negócios
Debora Freire, Ivânia Monfort e Iza França
Tel.: (11) 5505.8922

quarta-feira, 9 de julho de 2008

O SUCESSO DO FRANCHISING NO CEARÁ

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Andréa Russo apostou numa franquia de um curso de línguas, há dez anos, para ganhar espaço de forma segura no mundo dos negócios (Foto: Fábio Lima).

A dificuldade de conseguir assinar a carteira de trabalho, aliada à insatisfação com o emprego, tem levado muitas mulheres a um mercado que cresce a cada ano: a abertura de franquias. Em cinco anos, a participação delas na abertura desse tipo de negócio saltou de 20% para 50%, segundo a pesquisa ´O Perfil do Franqueado Brasileiro´, elaborada pela empresa Rizzo Franchising.

Hoje, as brasileiras já representam 38% do mercado de empreendedores e 42% do total de franqueados em todo o território nacional. E elas têm se dado bem. Realizado com 120 franqueadoras, o estudo apontou que 73% dessas empresas identificaram que suas franqueadas possuem um padrão operacional 45% maior que seus franqueados. E mais: as lojas operadas por mulheres apresentaram um faturamento 30% maior do que as lojas que têm homens no comando.
Os dados do levantamento da Rizzo confirmam pesquisa realizada no ano passado pela GEM – Global Entrepeneurship Monitor, que mede o grau de empreendedorismo entre diversos povos. O levantamento mostrou que 36% dos novos negócios brasileiros são iniciativas do sexo feminino.

Curso de línguas

Com experiência de uma década no ramo de franquias, Andréa Sousa Russo tem contabilizado um crescimento médio anual de 25% em sua unidade da rede de idiomas CNA. Como ainda não fechou o balanço do ano passado, ela projeta um desempenho ainda melhor, com um acréscimo de até 30% no faturamento.
Com cerca de 300 alunos, ela planeja ampliar sua atuação, abrindo outras unidades, a médio e longo prazo. ´Já temos até um projeto com a matriz´, conta a empreendedora.
O conceito de proteção e capital direcionado atribuído às franquias é um dos motivos que levam à crescente expansão desse mercado. Segundo o Sebrae, atualmente, 80% dos novos negócios fecham em cinco anos. No setor de franquias, este índice cai para 3% ao ano, ou seja, 15% em cinco anos.
Andréa, por exemplo, antes de assumir a unidade do CNA, já comandava uma franquia de outra rede de idiomas. ´Em dois anos e meio, recuperei o investimento que fiz na primeira franquia´, diz a empresária.
Além disso, a maioria das franquias já contam com um nome de respaldo, que facilita o sucesso do negócio. ´Não gostaria de correr grandes riscos, por isso investi nessa franquia´, afirma Andréa Russo.
Com isso, diz ela, conquistou o que sempre quis: realização profissional e independência financeira. Formada em Administração de Empresas pela Universidade de Fortaleza (Unifor), Andréa chegou a estagiar em bancos e trabalhar em algumas empresas, antes de optar pela franquia.

Faturamento recorde

Outros dados confirmam a força da franquia. A Associação Brasileira de Franchising (ABF) anunciou, no ano passado, o sistema de franchising registrou um faturamento recorde de R$ 46 bilhões, que representou um aumento de 15,6% em relação a 2006, o maior crescimento registrado nos últimos sete anos.
Segundo o levantamento da ABF, entre os setores que mais se destacaram no ano passado estão o de Acessório Pessoais e Calçados, com um acréscimo de 24,4% no faturamento, seguido de Negócios, Serviços e Outros Varejos, com 24,2%, Informática e Eletrônicos com 20,4% e Hotelaria e Turismo com 17,6%.