segunda-feira, 31 de dezembro de 2007

sábado, 22 de dezembro de 2007

ABF e Provar/FIA divulgam os resultados do terceiro trimestre do setor de franchising

Associação Brasileira de Franchising (ABF) divulga os resultados da pesquisa sobre o desempenho do setor de franquia no terceiro trimestre do ano e a expectativa de expansão para o último trimestre.

A pesquisa realizada em parceria com o Provar – Programa de Administração de Varejo, da Fundação Instituto de Administração – FIA, em conjunto com o Canal Varejo – Consultoria de Mercado de Bens e Serviços – avaliou os resultados a partir de uma amostra de 29 redes de franquias dos seguintes ramos de atividade: Alimentação; Negócios, Serviços e Conveniência; Educação e Treinamento; Beleza, Saúde e Produtos Naturais; Vestuário; Serviços Automotivos; Escolas de Idiomas; Acessórios Pessoais e Calçados; Construção, Material e Serviços; Cosméticos e Perfumaria; Fotografia, Gráficas e Sinalização; Móveis, Decoração e Presentes; e Serviços Financeiros.

Do total da amostra de redes participantes da pesquisa, 24% são do segmento de alimentação; 14% de negócios serviços e conveniência; 10% respondem por beleza, saúde e produtos naturais e também por educação e treinamento; e com 7% de participação aparecem os segmentos de escolas de idiomas; serviços automotivos e vestuário.

Mais de cinco mil lojas estão representadas nesta segunda edição, sendo que 90,4% correspondem a unidades franqueadas e 9,6% são próprias. Foram levantados na pesquisa dados sobre a variação no número de lojas no período entre janeiro e setembro deste ano, além das expectativas de crescimento do número de lojas e do faturamento para o último trimestre.

De acordo com os dados apresentados foi possível constatar que, entre janeiro e setembro de 2007 houve um crescimento de 3,1% no número de lojas em operação. Já as projeções para o quarto trimestre referente aos meses de outubro, novembro e dezembro indicam um aumento médio de 3,6%.

Em relação ao faturamento, a expectativa para o quarto trimestre do ano é de crescimento de 18,3% quando comparado ao mesmo período do ano passado.

Especialmente, para as redes do setor de Alimentação foi apurado um aumento de 2,3% no número de lojas no período compreendido entre janeiro e setembro, e a expectativa para o último trimestre é de um crescimento de 3,3%. Em relação ao faturamento, as empresas deste segmento projetam um crescimento de 19,1% para o quarto trimestre.

Segundo Ricardo Camargo, diretor executivo da ABF, este estudo possibilita antecipar a performance do setor no decorrer do ano, oferecendo aos empresários uma prévia dos resultados do franchising.

Fonte: DFREIRE Comunicação e Negócios

quarta-feira, 19 de dezembro de 2007

Spoleto vai vender massas e molhos em supermercados

Fonte: Valor Econômico

Do balcão para as prateleiras, a rede de restaurantes de comida rápida Spoleto vai lançar nesta semana uma linha de massas, molhos e receitas de ingredientes nos supermercados Pão de Açúcar, de olho no aumento do consumo e da renda do brasileiro. A linha, batizada de Spoleto Mio, virá em porções individuais e foi inspirada nos pratos de maior sucesso da rede de culinária, dona de 162 franquias e 25 lojas próprias.

"Vamos nos posicionar no vácuo que existe entre os produtos de preço baixo e pouca qualidade e os de preço muito alto e artesanal. Criamos um novo segmento para oferecer massa de boa qualidade e com preço acessível", disse Gianni Carboni, sócio e responsável pelo desenvolvimento da parte gastronômica da rede carioca, criada em 1999.

Inicialmente, a venda da linha de massas está limitada a sete lojas de São Paulo e a uma do Rio, mas deve ocorrer em toda a rede Pão de Açúcar até o fim do ano.
Depois de junho, quando acaba o contrato de exclusividade com a cadeia de supermercados, a Spoleto vai colocar a linha em outros pontos de venda de todo o país. "O mote é levar a experiência do restaurante para a casa do cliente", diz Mario Chady, sócio fundador.

A linha, cujo desenvolvimento exigiu investimento de R$ 1 milhão ao longo de três anos, é composta por seis massas, quatro molhos e oito receitas de ingredientes, como champignon no azeite com manjericão, tomate seco com manjericão e azeitonas pretas com pimenta rosa. Em janeiro, os novos produtos também serão vendidos nas próprias lojas da Spoleto, junto com frigideiras exclusivas da Tramontina para uso em casa.

Para 2008, o plano é aumentar o faturamento da rede em 20% em relação a 2007 com a nova linha e a abertura de mais 30 lojas, alcançando uma receita de R$ 285 milhões. Os planos para o ano que vem incluem aquisições, que devem aumentar em mais 10% o faturamento. Neste ano, a Estáter, empresa especializada em fusões e aquisições, tornou-se sócia, com 5,5% de participação, com o objetivo de ajudar o Spoleto a crescer.

"A idéia é comprar outros players do ramo de serviço de alimentação", disse Pércio de Souza, da Estáter. Serão investidos R$ 50 milhões, incluindo as compras previstas de outras empresas. A expansão deve ocorrer ainda na parte de fabricação das massas. Com duas fábricas em Vargem Grande, no Rio, e em Petrópolis, os sócios da Spoleto querem instalar uma outra fábrica em Volta Redonda a partir de 2009. "Nossa capacidade produtiva vai aumentar 300%", afirmou Chady.

A Spoleto atua em 21 Estados e no Distrito Federal. No exterior, tem cinco lojas na Espanha e sete no México, onde pretende instalar mais 14 até 2009.

sexta-feira, 23 de novembro de 2007

Total de redes de franquias subiu 12,9% em 2007

O ano de 2007 foi considerado pela Rizzo Franchise, um dos que mais impulsionaram o varejo com o surgimento de novas empresas franqueadoras. Até o mês de novembro, 176 empresas passaram a vender franquias.

Com isso, o Brasil passou de 1.366 franqueadores (número contabilizado no final de 2006) para 1.542, um crescimento de 12,9% anual.

Otro dado interessante do resultado da pesquisa é em relação ao percentual de crescimento das redes em relação ao número de unidades (próprias e franqueadas) abertas em 2007, que apresentou um crescimento de 8,8%, totalizando 124.474 unidades.

Mas, ao mesmo tempo em que 2007 trouxe grande crescimento de novas empresas que passaram a expandir através da venda de franquias, também foi um ano onde muitas empresas franqueadoras deixaram de existir (ou pararam de fazer franquias ou simplesmente desapareceram do mercado).

O índice de mortalidade de redes foi bem maior do que o do ano passado. Em 2006, a mortalidade de empresas franqueadoras foi de apenas 0,09%. Este ano, o índice já saltou para 0,59%.

Fonte: PEGN

sexta-feira, 2 de novembro de 2007

COMO SER UM FRANQUEADOR?

OBJETIVOS DO CURSO
- Obter conceitos fundamentais sobre o Sistema de Franchising;
- Entender o funcionamento de uma franquia;
- Analisar o segmento de franquias no Brasil entendendo sua evolução e suas tendências;
- Capacitar os participantes para o desenvolvimento de uma franquia como uma estratégia de crescimento de negócios.


CONTEÚDO PROGRAMÁTICO


Módulo I - Entendendo o Franchising.
O que é franchising?;

Compreendendo os termos utilizados;
Vantagens e desvantagens do sistema;
Situação do Franchising no Brasil;
Ética no franchising.

Módulo II - Estudando a Viabilidade do Franchising para o seu negócio

Análise de franqueabilidade;
Licenciamento ou franchising?;
Os alicerces do franchising: Planejamento, Marca, Percepção, Coerência, Posicionamento, Disciplina, Padrões, Potencial de mercado, Quebra de paradigmas, Inovação, Recursos.

Módulo III - Formatando o Sistema de Franchising
Definição do tipo de franquia,Ponto de equilíbrio,Definição de taxas,Perfil dos franqueadores,Programa de treinamentos,Manuais de franquia,A importância do Script,Unidades piloto,Recursos e talentos humanos,Consultoria de campo,Expansão,Ponto comercial,Aspectos legais (Lei 8.955/94). 


Módulo IV - Visita técnica

Módulo V - Mantendo o Sistema
Equilíbrio na rede;

Comunicação franqueado x franqueador;
Administração de Conflitos;
Participação.

Módulo VI – O Franchising e o MARKETING.

DADOS DO PROFESSOR

PROF° FRANCISCO GUALBER CALADO BARROS CRA-CE 07542
Administrador de Empresas, Executivo Especialista em Franchising formado pela Franchising University –SP, Pós-graduando em MBA- Marketing Estratégico. Com experiência em formatação de franquias da rede CNA – Idiomas; Grupo Colchões Ortobom; Grupo Rihomo entre outros.


PÚBLICO ALVO Profissionais do setor, potenciais franqueadores, estudantes e todos que têm por objetivo conhecer e aperfeiçoar os seus conhecimentos sobre o Sistema de Franquia (Franchising).


METODOLOGIA

Apresentação dos principais conceitos e diagnósticos do segmento de franquias, utilizando estudos de cases empresariais, aulas expositivas, trabalhos em equipes e individuais e visita técnica a uma empresa franqueadora. Utilizar-se-á de meios áudios-visuais com data-show e filmes em DVD.


INFORMAÇÕES E INSCRIÇÕES
Curso Franchising Brasil
Rua Itarema, 167 Passaré Fortaleza – Ceará CEP:60.743-690 

Celular (85) 98890-4513 - (85) 99659-1300 
E-mail: gualber@globo.com


Reservamos o direito de NÃO realizar o curso caso não haja formação da turma. Neste caso, será restituído o valor integral da inscrição.
OBS.: Será conferido o certificado de participação ao aluno que obtiver freqüência igual ou superior a 75%

quarta-feira, 31 de outubro de 2007

Goóc seleciona franqueados

Investimento inicial em unidade da franquia, que trabalha com material reciclado, é de R$ 85 mil

Conhecida por fabricar com material reciclado produtos de moda masculina e feminina, a Goóc lançou este ano um total de cinco lojas próprias em São Paulo, Recife e Salvador. O objetivo da marca, presente desde 2002 em multimarcas como C&A e Le Postiche, foi ganhar know-how como varejista e iniciar o sistema de franchising. No mês passado, foram montadas cinco franquias em Florianópolis, Juiz de Fora, Vila Velha e São Paulo. Pneu e lona de caminhão estão entre os materiais usados para fazer chinelos, sapatos, bolsas e bermudas.

A marca tem o foco direcionado para jovens das classes A e B. Para adquirir uma franquia, o investimento inicial é de R$ 85 mil em uma área mínima de 40 metros quadrados. Nordeste e Rio de Janeiro estão entre as prioridades da marca.A origem da palavra Goóc é vietnamita e significa raiz. O diferencial da marca está nas roupas, acessórios e calçados inspirados no uniforme dos soldados vietnamitas. A linha "Dép" segue o modelo semelhante ao de um calçado que era feito com resto de pneu dos veículos destruídos em combate.

Há 27 anos, o vietnamita Thai Quang Nghia, dono da marca, foi resgatado na costa brasileira por um navio da Petrobras. O barco de pesca em que viajava trazia fugitivos da guerra e naufragou por excesso de passageiros. Nghia foi levado para São Cristóvão, bairro da Zona Norte do Rio, mas decidiu recomeçar a vida em São Paulo, onde trabalhou por seis meses vendendo bolsas. Desde então, criou a empresa Domini, que há 19 anos comercializa bolsas pelo sistema de vendas Avon. "A vontade de divulgar a cultura vietnamita eu já tinha desde os 17 anos, mas em 2002 surgiu a idéia de usar o material reciclado, que ainda é pouco aproveitado no Brasil, para criar roupas semelhantes aos que os soldados do meu país utilizavam", recorda Nghia. Segundo a gerente de expansão, Luciana Gomyde, outros fatores que contribuem para o sucesso e crescimento da franquia Goóc são os treinamentos de vendas e a ambientação da loja, caracterizada como uma tenda vietnamita todo o ambiente é decorado com bambu, grama sintética, pneus e elementos da natureza. O layout do estabelecimento está incluído no capital inicial.

O candidato tem a liberdade para escolher o ponto-de-venda, mas a opção final para escolha do local será analisada com a empresa. Com o estoque inicial de R$ 30 mil, incluídos no investimento de abertura da franquia, é possível ter na loja cerca de 2 mil peças, entre calçados e roupas."Buscamos empreendedores que gostem de ler, viajar e praticar esportes para se tornar franqueado", diz Luciana. Nghia afirma ter encontrado um número grande de interessados em fechar contratos, mas sem o perfil da marca. "Muitos comerciantes querem se tornar franqueados, mas isso não basta porque é preciso se identificar com a cultura vietnamita e ter uma relação profunda com a natureza".

A gerente de expansão diz que o franqueador não cobra taxa de publicidade e que, ainda assim, o investimento no marketing é forte para divulgar a marca. Segundo Luciana, a Goóc está presente em programas de TV com bastante audiência e que são voltados para o público jovem. A estimativa para o ano que vem é que sejam abertas mais 40 franquias. Para 2007, a Goóc pretende conquistar 80 franqueados. Nghia explica que, por causa da pouca experiência no varejo, a empresa buscou, para garantir a eficácia da formatação do negócio, a parceria da Kapta Assessoria em Gestão de Franchising, que está há 13 anos no mercado.

Na análise da consultora do Sebrae/RJ, Thaís Helena de Lima Nunes o risco do investimento é médio por causa do capital inicial e por se tratar de produto alternativo pouco testado no mercado varejista. "Apesar de ser vendido em multimarcas antes de se tornar marca própria e franquia, a aceitação dos produtos diretamente nas lojas funciona diferente", ressalta.afinidade com a filosofia de vida é importante Said Rosária Godinho Freire trabalha há 11 anos como terapeuta corporal e, desde o ano passado, procurava um empreendimento que tivesse afinidade com a sua filosofia de vida. "Queria estar dentro de um negócio que me desse retorno financeiro sem que abandonasse os princípios do meu trabalho de terapeuta", conta. A empresária, que inaugurou a franquia no Shopping Praia da Costa, Espírito Santo, acrescenta que o diferencial da marca está no layout da loja e no conceito de trabalhar com produtos ecologicamente corretos. "Os vendedores foram treinados para conhecer a origem dos produtos e a história da marca", afirma.

Contador há mais de 20 anos, Sérgio Batista Paz deixou o trabalho contábil de lado e começou a procurar um negócio para investir que apresentasse alguma novidade. "Sempre pensei em atuar no comércio, conheci a Goóc na última feira da Associação Brasileira de Franshising, em São Paulo, e o que me chamou atenção foi o conceito da marca", conta. Em novembro, o empresário inaugurou uma franquia no Shopping Center Lapa, na capital paulista. "Mais de 70% dos clientes são homens e o tíquete-médio tem sido de R$ 120", diz.

Fonte: JORNAL DO COMMERCIO

segunda-feira, 29 de outubro de 2007

Franquia de vestuário tem grande interesse em Santa Catarina

Quem deseja investir no segmento de vestuário, mas foge de negócios muito comuns deve conhecer a opção oferecida pela franquia da rede da marca Tevah, sinônimo de moda masculina de qualidade e bom gosto.

A empresa, que tem 19 lojas no Rio Grande do Sul e mais uma em Brasília, é líder em seu segmento nas cidades em que atua. Pesquisas independentes indicam que um em cada quatro homens procuram as lojas da rede quando precisa comprar de uma camisa a um casaco de couro; do jeans às cuecas ou meias; do sapato ao terno pronto ou sob medida.

Este negócio bem sucedido, criado há 49 anos pelo casal Israel e Eliza Tevah, chamou a atenção da também gaúcha Top Marcas e Franquias. “Assim que conhecemos a empresa a fundo, não tivemos dúvida: é uma marca que cabe em qualquer cidade brasileira e nada melhor que o sistema de franquias para consolidar esta expansão”, explica o executivo Valdimir Portz, que, por meio da Top, adquiriu, em fevereiro deste ano, o direito de pilotar a venda de franquias.

A franquia Tevah conta com importantes diferenciais competitivos, além do fato de ter quase cinco décadas de mercado. “É um negócio de alta rentabilidade para o franqueado, o que resulta na diminuição do prazo de retorno do investimento”, ilustra Portz. “A rede trabalha com fornecedores licenciados que oferecem preços e prazos atraentes. Cerca de 40% do estoque é consignado”. No entanto, o grande chamariz do negócio é o Sob Medida High Tech, um serviço único em toda a América do Sul que é sucesso na rede há mais de oito anos. Em resumo, é a tecnologia a favor da elegância e do conforto do cliente.

O Sob Medida High Tech conseguiu reunir o sonho de todos: o de fazer trajes, calças, camisas e artigos de couro verdadeiramente personalizados, com prazo de entrega ágil e por preços surpreendentes, já que custam praticamente o mesmo o que as boas lojas de moda masculina cobram por produtos prontos, de boa qualidade, mas sem o caimento perfeito que o Sob Medida High Tech consegue oferecer. Esse é o diferencial que faz das franquias Tevah um dos negócios de melhor perspectiva de rentabilidade e de futuro em novos mercado, na avaliação de Portz.

O negócioUma loja-conceito, que pode ser instalada em shopping ou na rua, deve medir , pelo menos , 70m2. O investimento médio em uma unidade é de R$ 120 mil. “A taxa de franquia varia de R$ 25mil a R$ 80 mil ( depende da cidade e interesse da rede) e os royalties são fixos. O valor deste aporte mensal é definido após um criterioso estudo”, ressalta o executivo da Top. O prazo de retorno do investimento varia de 18 a 24 meses, um dos melhores e mais rápidos do mercado.A rede trabalha com um perfil definido de franqueado. Na visão do executivo, ele precisa estar totalmente envolvido com o negócio, ter penetração da comunidade à qual pertence e gostar do mundo da moda.

A franquia Tevah trabalha com o BB Franquias, linha de financiamento do Banco do Brasil. “As taxas são inferiores a 1% ao mês. O franqueado tem até quatro anos para pagar e conta com um ano de carência”, acrescenta Portz.O franqueado conta com suporte total da franqueadora. O apoio é intenso desde a escolha do ponto até os primeiros dias de funcionamento da loja. A cada dois meses, toda a equipe – caixas, gerentes, franqueado e consultores de moda - participa de treinamentos de atualização que abordam, entre outros assuntos, tendências de moda e estratégias para potencializar o desempenho da unidade.

A rede conta ainda com os serviços de grandes agências de propaganda que produzem diversos materiais de divulgação – todos disponibilizados aos franqueados. Também trabalha com modernas técnicas de gestão de varejo e um software especial que permite uma administração detalhada da loja.

Fonte: Em Pauta Comunicação

AKAKIA faz bons negócios na Feira da ABF

Durante o primeiro dia da Feira da Associação Brasileira de Franchising, que reúne mais de 200 expositores de todo pais e do exterior em São Paulo, a AKAKIA teve destaque especial. Localizada na entrada da feira recebeu centenas de pessoas do Brasil inteiro interessadas em abrir franquias. Segundo o diretor da empresa, Guilherme Jacob, o primeiro dia do evento foi bastante positivo. “Nossa intenção é expandir a AKAKIA para o mercado externo e apenas em um dia já surgiram boas propostas”, completa Jacob.
A intenção do franqueador em 2008 é inserir a AKAKIA em outros continentes, como Europeu e asiático, onde já existem investidores interessados.Em apenas dois anos de mercado a empresa já conta com uma linha superior a 300 itens femininos, masculinos e infantis. A marca aproveitou a feira para comemorar os dois anos de existência no mercado e lançar produtos para o consumidor. Entre as novidades estão os óleos de banho e massagem com fragrância de Castanha do Brasil, calêndula e amêndoas doces.
Outros produtos que estão sendo apresentados em primeira mão no evento são o gel para cabelos masculino e o gel pós barba, produtos que vêm em uma embalagem preta e prata e dão um ar de sobriedade.Sucesso reconhecido em todas as regiões do Brasil, a AKAKIA conta com 110 pontos de venda. Após uma análise minuciosa do mercado, com estudos detalhados os concorrentes, métodos de vendas e posicionamento de marca, a empresa surgiu como franquia e adotou o sistema híbrido, no qual o franqueado atua em várias frentes de venda, porém com o método de franquias como carro-chefe.
“O sistema de franquia no Brasil possibilita um crescimento ordenado, onde cada franqueado qualifica a chegada da AKAKIA na sua região, ou seja, a franquia possibilita que o empreendedor possua sócios em todos os cantos do Brasil”, explica Jacob.
Atualmente, existem pontos de venda no Distrito Federal e em 19 estados: Rio de Janeiro, São Paulo, Espírito Santo, Minas Gerais, Goiás, Pará, Mato Grosso do Sul, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Maranhão, Bahia, Paraná, Pernambuco, Sergipe, Piauí, Rio Grande do Norte, Alagoas, Paraíba e Ceará.

terça-feira, 23 de outubro de 2007

CIRCULAR DE OFERTA DE FRANQUIA

Por Luciana Marques de Paula - Advogada - Site ABF

A Circular de Oferta de Franquia, também conhecida por COF, é o documento usado pelo franqueador para fornecer as informações comerciais, financeiras e jurídicas da sua franquia para investidores interessados em adquirir e operar uma franquia de sua rede. Este documento é formal e deve ser entregue pelo menos dez dias antes da assinatura do pré-contrato de franquia, caso o candidato realmente decida investir na franquia em questão.

A Circular de Oferta de Franquia estabelece as regras do jogo.
O artigo 3º da Lei 8955/94 traz claramente os requisitos legais que deverão conter na Circular de Oferta de Franquia. Estes requisitos deverão ser observados com critério para não ensejar nenhum motivo de rescisão de contrato, pois se trata de uma exigência legal com disposição de penalidades para o seu descumprimento.

Com o advento da Lei 10406 - 10/1/02, houve um certo rigor nas relações comerciais, no que diz respeito à boa fé e as leis que regem o mercado (art. 113 NCC).
O franqueador não deve prometer o que não pode fornecer, não deve omitir e nem falsificar dados, não pode ampliar informações e não deve criar expectativas irreais aos candidatos à compra da franquia.
Caso contrário, o franqueador corre o risco de ser responsabilizado pelo franqueado lesado - se ficar comprovado que as informações constantes da Circular de Oferta de Franquia não eram verdadeiras, a indenização deve ser paga.

A falta de entrega da Circular de Oferta de Franquia pelo franqueador ao franqueado pode gerar conseqüências graves, tais como: anulação do contrato de franquia, devolução de todas e quaisquer quantias, devidamente corrigidas que por ventura tenham sido pagas ao franqueador ou representante por ele indicado, além das perdas e danos. É importante notar que nenhum valor deve ser pago ao franqueador antes do recebimento da Circular de Oferta de Franquia. Caso isso esteja sendo exigido pelo franqueador, tenha certeza que o mesmo já está começando uma relação sem seguir as regras estipuladas pela lei de franchising.

A proposta de alteração da lei 8955/94 dispõe que a Circular de Oferta de Franquia será escrita em língua portuguesa, trazendo esta grande novidade em razão do grande número de franqueadores estrangeiros interessados em expandir seu negócio aqui no País. Portanto, é de grande valia que além da linguagem simples e acessível, que seja também, escrita em português.

Ao analisar a Circular de Oferta de Franquia, deve-se considerar o atendimento aos requisitos legais e as praxes do mercado, tendo sempre em mente a posição do franqueador, quanto à:
- Solidez de sua empresa, com referência aos balanços contábeis (o último balanço da rede deve ser anexado à Circular de Oferta de Franquia), quadro societário e pendências jurídicas;
- Descrição do negócio franqueado, com referência à exclusividade de território, concorrência após o término do contrato, características do 'Franqueado Ideal', o valor do investimento e o prazo de retorno, relação dos franqueados ativos e desligados da rede e canais de comunicação da rede com seus franqueados;
- Condições contratuais para a sucessão pós morten (caso de morte entre os quotistas) e empresária, aplicação do direito de preferência, a possibilidade de possuir mais de uma unidade;
- Serviços a serem prestados, como o suporte oferecido durante a vigência do contrato, e a especificação das taxas necessárias para seu ingresso e remunerações periódicas
- Royalties e Fundo de Propaganda;
- Histórico resumido da franquia e o registro da marca no INPI - Instituto Nacional de Propriedade Industrial.

Cabe ressaltar ainda que esse leque de informações foi ampliado nas propostas de alteração da Lei 8955/94 que será encaminhada ao Congresso Nacional. Entre outras alterações, a Nova Circular deverá explicitar as regras de transferência ou sucessão; locação e sublocação; condições de renovação e indicação do prazo contratual; cota mínima de produtos, política de preços ao consumidor, existência de conselho ou associação de franqueados com detalhamento de competência para gestão e fiscalização da aplicação dos recursos de fundos existentes. O franqueador também deverá ter o cuidado de analisar rigorosamente o perfil do candidato, evitando surpresas desagradáveis.
É recomendável que essa análise inclua, além da capacidade financeira, os aspectos psicológicos do candidato. Afinal, ele deve ser uma pessoa emocionalmente segura e comprometida com a continuação do seu negócio.

De qualquer forma, para o ingresso ao Sistema de Franchising, é necessário que o interessado e o Franqueador analisem não somente o que está escrito na Circular de Oferta de Franquia, mas também tenham o cuidado de buscar conhecimentos técnicos e empíricos, de preferência sem abrir mão da assessoria de um profissional especializado na área.