Uma tendências (nem tão nova assim) entre as marcas de varejos são as "pop ups store", uma forma de estar presente por curtos períodos em locais onde o cliente (foco da marca) está!!! no Brasil as marcas ainda não "descobriram" está estratégia de mkt. oportunidade ?
Vejam alguns exemplos que encontrei... de 2009/2010/2011...
segunda-feira, 29 de outubro de 2012
Pop Up Store - Adidas, HM, Chilli Beans, Puma, entre outros
quinta-feira, 20 de setembro de 2012
A MAIS NUTS OFERECE OPORTUNIDADE PARA QUEM PRETENDE ABRIR O PRÓPRIO NEGÓCIO!
2) Região Sudeste
3) Região Cento-Oeste
4) Região Norte:
quarta-feira, 6 de junho de 2012
Franchising do Brasil é benchmark global
Marcos Gouvêa de Souza
Entre 13 a 16 de Junho ocorrerá em São Paulo a que deverá ser a maior feira mundial do setor de franquias com estimados mais de 50 mil visitantes e área de exposição superior a 30 mil m². Em 2012 o setor de franquias no Brasil poderá atingir R$ 100 bilhões de faturamento.Existem no País mais de 2030 redes de franquias com 93 mil unidades empregando diretamente mais de 838 mil pessoas. São números que impressionam e que por si só já justificariam o País se tornar benchmark no mundo pela estrutura envolvida, organização e visão estratégica que permeiam a evolução recente do setor, méritos que são das empresas que atuam na área e da entidade que coordena todo esse processo.Mas existem outras razões que devem ser consideradas para que o País mereça ser visto como um benchmark global nessa área.
Algumas das maiores franquias do mundo em seus setores são brasileiras. Como é o caso do Boticário, no setor de cosméticos com suas mais de 3000 lojas, ou a Cacau Show com número superior a 1100 unidades no segmento de chocolate. E outras poderão se converter. A Ambev está ampliando seu projeto de bares com suas marcas e pretende atingir 12 mil unidades, o que a tornará também a maior no mundo nessa categoria.Outros segmentos e negócios têm percebido o potencial da estratégia de expansão por meio do franchising. Os conceitos e a diversificação que hoje temos no Brasil são motivos para análise e estudos detalhados pelo que significa de transformação estrutural de mercado, o que também converte o País em benchmark global.A diversificação de negócios da indústria de moda, confecções e calçados no Brasil, com integração vertical e expansão através de lojas franqueadas exclusivas de marcas, como fazem Hering, Arezzo, Dudalina, Via Uno, Bibi e Marisol, é outro exemplo de referencia global. Ou do setor de móveis com os inúmeros exemplos de indústrias que criaram redes exclusivas se apoiando nesse modelo.Assim como também as redes de serviços automotivos patrocinadas pelas indústrias do setor, como é o caso de Heliar e Bosch. Ou as redes de serviços médicos e odontológicos.
A transformação do setor foi marcante nos últimos anos em termos de estrutura, organização, gestão e formalização, contribuindo para um processo natural de depuração onde somente as empresas com propostas consistentes continuam a se expandir, pesquisando e incorporando cada vez mais as melhores práticas do mercado externo e interno e buscando a internacionalização como o caminho natural para o futuro próximo.Um dos elementos que mais contribui para o estímulo ao setor de franquias no Brasil, e isso também é benchmark, é a estrutura tributária, em particular através do Simples, que torna viável a existência formal de muitas empresas e negócios que, de outra forma, ficariam na informalidade ou seriam inviáveis dentro da carga tributária convencional.
O setor de franchising tem sido o mais agressivo e visionário no pensar as possibilidades de expansão internacional, mesmo em tempos de forte crescimento do consumo interno.Essa visão deverá aproveitar-se do “tsunami” natural de divulgação da marca Brasil que ocorrerá entre agora e 2020 por conta dos eventos globais que estarão acontecendo no País com a continuidade de sua expansão econômica.Outro elemento que está ajudando a redefinir o setor é a recente entrada de fundos e grupos financeiros adquirindo negócios, como é o caso de Carlyle, BTG e Advent, entre outros, que se deram conta do potencial existente e têm apostado na continuidade da expansão nos próximos anos.
E assistiremos também, gradativamente, ao aumento de grandes corporações do varejo ou atacado, usando a franquia como estratégia de expansão e crescimento de negócios, em especial como alternativa para acelerar a participação de mercado, particularmente em novos bolsões gerados pelo aumento do consumo, como já fazem a rede Dia no setor de supermercados, o atacadista Martins com sua rede Smart e DPaschoal com suas unidades de vendas de serviços e peças automotivas, nesses dois casos com sistemas híbridos apoiados nos princípios das franquias.O setor continuará nos próximos anos a crescer significativamente mais do que a economia como um todo apoiado numa natural propensão empreendedora que cada vez mais se identifica com a juventude, evolução da maturidade e abertura ao novo do mercado brasileiro.
São esses elementos que transformaram radicalmente o setor de franquias e que colocam o Brasil como um País e um mercado a serem analisados como o principal benchmark global, em especial por outros países emergentes e mesmo alguns países maduros que podem por meio dessa alternativa encontrar caminhos para sua revitalização econômica e desemprego.
Marcos Gouvêa de Souza (mgsouza@gsmd.com.br) diretor-geral da GS&MD – Gouvêa de Souza
terça-feira, 20 de março de 2012
SETOR DE FRANQUIAS CRESCEU 16,9% EM 2011
FONTE: ABF
Os dados foram compilados pela ABF, tendo como base as 2.031 marcas de franquias atuantes no País. Para 2012, a entidade acredita que o ritmo de crescimento fique em torno de 15%
A ABF anunciou no dia 29 de fevereiro, em um encontro que reuniu mais de 90 pessoas, que o segmento de franquias do Brasil cresceu 16,9% em 2011, atingindo o faturamento de R$ 88,8 bilhões. Atualmente, o franchising representa 2,3% do PIB nacional (considerando um crescimento do PIB de 3,5%, em 2011).
O estudo da ABF revela que o setor cresceu um pouco mais do que o esperado e que o bom momento da economia nacional e o aumento da renda da população foram os principais motivos dessa alta.
Os dados foram compilados pela ABF, tendo como base as 2.031 marcas de franquias atuantes no País. Para 2012, a entidade acredita que o ritmo de crescimento fique em torno de 15%. 'O crescimento do setor é sustentável e acompanha a economia do País, apesar de estar crescendo muito acima do PIB', afirma Ricardo Camargo, diretor executivo da ABF. Segundo ele, 15% de crescimento para 2012 é um excelente número e pode até ser considerado conservador, uma vez que estão previstos 43 novos shopping centers ao longo de 2012.
O número de redes em operação no Brasil cresceu 9,5% e o número de unidades (franqueadas e próprias) chegou a 93.098, que significa um incremento de 7,8% em relação ao ano anterior. Essa expansão resultou na abertura de mais de 60,5 mil novos postos de trabalho. O setor é responsável hoje por mais de 837 mil empregos diretos. Em 2012, o franchising será responsável por 913 mil empregos.
O crescimento no número de unidades poderia ser ainda maior, de acordo com o levantamento. Porém, o alto custo dos imóveis (luvas, aluguéis etc) registrado em praticamente todas as regiões do País inibiu a abertura de novos pontos de venda. 'As redes de franquia avaliam minuciosamente o ponto comercial, pois nem sempre é possível repassar o custo do aluguel para o preço do produto ou serviço oferecido. No último ano, esse custo aumentou entre 2% e 4%, principalmente, no primeiro semestre', explica o executivo.
O número de microfranquias, cujo investimento inicial é de até R$ 50 mil, saltou de 213 para 336, em 2011. Elas já representam 17% do total de marcas e 4% do faturamento do setor, ou seja, R$ 3,7 bilhões.
Em 2011, surgiram 176 novas franquias no mercado. Desse total, muitas são marcas já conhecidas do consumidor brasileiro, mas que somente no ano passado adotaram o modelo de franquias como forma de expansão. Entre elas, destacam-se a TAM Viagens, o supermercado Dia%, a loja de roupas Arte na Rua e as marcas Lupo, Hope, entre outras.
O interesse no Brasil continua alto e, por isso, muitas redes internacionais continuam sondando o mercado nacional. A tendência é de aumento de marcas estrangeiras em operação no Brasil nos próximos anos. Já as redes nacionais, apesar do grande potencial da economia local, não deixaram de pensar na internacionalização. Ao final de 2011, 90 marcas brasileiras já possuíam operações no exterior. Elas estão presentes em 58 países, em todos os continentes, o que representa 4,7% do total das marcas nacionais.
CRESCIMENTO POR SETOR
No ranking de faturamento, os cinco segmentos que mais cresceram em 2011 foram: Hotelaria e Turismo (85,9%), Móveis, Decoração e Presentes (35%), Esportes, Saúde, Beleza e Lazer (24,3%), Negócios, Serviços e Outros Varejos (14,9%), Alimentação (14,5%) e Acessórios Pessoais e Calçados (13,15%).
'Os setores que mais cresceram estão relacionados principalmente com o aumento de renda da população e com o ingresso definitivo das mulheres no mercado de trabalho, o que gera aumento de serviços como alimentação fora do lar, lavanderias, reparos domésticos, além de serviços de beleza, saúde e entretenimento', explica Ricardo Camargo. Ainda segundo ele, o faturamento apresentado pelo segmento de Alimentação também teve influência do aumento de preços, que foram repassados aos consumidores. Já o setor de Vestuário não conseguiu repassar o aumento dos custos para os consumidores, devido à alta concorrência.
O expressivo crescimento do setor de Hotelaria e Turismo se deve, principalmente, à TAM Viagens que inaugurou 115 operações ao longo de 2011. A cadeia de hotéis Accor também inaugurou oito novas unidades e o hostel Che Lagarto, 11 novas operações no Brasil.
O grande destaque do setor de Móveis, Decoração e Presentes foi a Dicico, que conta com 51 unidades em operação. A imobiliária Century 21, por exemplo, saltou de 70 para 124 unidades. A Casa do Construtor inaugurou 24 novas lojas e a MultiCoisas, 31.
No segmento de Esporte, Saúde, Beleza e Lazer os destaques foram: O Boticário, que abriu 177 novas lojas, e a Água de Cheiro, que incrementou a rede com 206 novas lojas. Já as Óticas Carol e Diniz inauguraram 68 e 81 novas unidades, respectivamente. Outro grande destaque nesse setor foram as empresas de depilação. Apenas a Não+Pêlos inaugurou 295 unidades em 2011.
O segmento de Negócios, Serviços e Outros Varejos reúne empresas como lojas de conveniência, supermercados, petshop e serviços em geral. Só o supermercado Dia% inaugurou 113 lojas, atingindo um total de 489 pontos. A rede de conveniência AM/PM inaugurou 92 lojas e a BR Mania, 259. Outros destaques nesse setor foram a Dr. Resolve, com 352 novos franqueados, e a Praquemarido, com 35.
O setor de Alimentação continua crescendo de forma contínua. Em 2011, cresceu 14,5% e foi responsável pelo ingresso de 54 novas marcas. Entre elas, estão empresas de iogurtes e sorvetes. Só de iogurtes são 23 redes em operação no Brasil. Das marcas já conhecidas do público, destacam-se a Subway, com a inauguração de 148 lojas, o Bob's com 77 novas unidades, o Spoleto com 41 e o Giraffas com 35. As redes Cacau Show e Brasil Cacau colaboraram com 100 novas lojas cada uma.
O setor de Acessórios Pessoais e Calçados apresentou um crescimento orgânico, puxado pelas 76 novas lojas da Havaianas e pelas 62 novas unidades da Chilli Beans.
Já o segmento de Limpeza e Conservação foi impactado pela abertura de 23 novas operações da 5 à Sec, 19 da Dry Clean e 17 da rede Dr.Jardim.
O segmento de Veículos está exclusivamente ligado a serviços e não à venda de automóveis. A Localiza, por exemplo, inaugurou 37 novas lojas, a rede de troca de óleo Lubrax+ abriu 76 e outros serviços não param de crescer como o de vistoria de autos, rastreamento e pintura.
O setor de Informática e Eletrônicos teve o crescimento impulsionado pela rede de lojas da operadora Oi e da recém-inaugurada Nokia, que já conta com 19 lojas.
O setor de Vestuário cresceu 7% em faturamento, o que mostra que a competição está acirrada e o repasse de aumentos não está sendo bem aceito pelo consumidor, que está pesquisando mais e aproveitando melhor as promoções. Nesse setor, destacam-se principalmente as cadeias de roupas íntimas como Lupo, Valisere, Hope e Casa das Calcinhas.
EVOLUÇÃO DO SETOR DE FRANQUIAS DE 2001 A 2011
EVOLUÇÃO DA FRANQUIA DE 2010 - 2011
GUIA DE FRANQUIAS > RANKING DAS FRANQUIAS
| CLASSIF. | REDE | SEGMENTO | TOTAL DE UNIDADES |
| 1ª | O BOTICÁRIO | Cosméticos e Perfumaria | 3270 |
| 2ª | COLCHÕES ORTOBOM | Móveis, Decoração e Presentes | 1748 |
| 3ª | KUMON | Educação e Treinamento | 1565 |
| 4ª | L´ACQUA DI FIORI | Cosméticos e Perfumaria | 1166 |
| 5ª | WIZARD IDIOMAS | Escolas de Idiomas | 1163 |
| 6ª | CACAU SHOW | Bebidas, Cafés, Doces e Salgados | 1126 |
| 7ª | AM PM MINI MARKET | Negócios, Serviços e Conveniência | 1118 |
| 8ª | ESCOLAS FISK | Escolas de Idiomas | 1002 |
| 9ª | HOKEN | Beleza, Saúde e Produtos Naturais | 896 |
| 10ª | BOB´S | Alimentação | 832 |
| 11ª | ÁGUA DE CHEIRO | Cosméticos e Perfumaria | 826 |
| 12ª | JET OIL | Serviços Automotivos | 802 |
| 13ª | BR MANIA | Negócios, Serviços e Conveniência | 776 |
| 14ª | CCAA | Escolas de Idiomas | 758 |
| 15ª | CNA | Escolas de Idiomas | 701 |
| 16ª | MICROLINS | Educação e Treinamento | 662 |
| 17ª | SUBWAY | Alimentação | 648 |
| 18ª | MCDONALD´S | Alimentação | 626 |
| 19ª | ÓTICAS DINIZ | Beleza, Saúde e Produtos Naturais | 516 |
| 20ª | UNEPX MIL 48HORAS | Serviços Automotivos | 514 |
| 21ª | IGUI | Entretenimento, Brinquedos e Lazer | 501 |
| 22ª | LOCALIZA RENT A CAR | Serviços Automotivos | 480 |
| 23ª | OI FRANQUIA | Comunicação, Informática e Eletrônicos | 470 |
| 24ª | CARRINHO CHOPP BRAHMA | Bebidas, Cafés, Doces e Salgados | 451 |
| 25ª | DOUTOR RESOLVE | Construção e Imobiliárias | 447 |
GUIA DE FRANQUIAS > VESTUÁRIO
| Empresa | Investimento* |
| R$ 285.000 a R$ 315.000 | |
| R$ 290.000 a R$ 2.040.000 | |
| R$ 230.000 a R$ 270.000 | |
| R$ 120.000 a R$ 143.000 | |
| R$ 245.000 a R$ 332.500 | |
| R$ 195.000 a R$ 215.000 | |
| R$ 170.000 a R$ 320.000 | |
| R$ 400.000 a R$ 625.000 | |
| R$ 150.000 a R$ 240.000 | |
| R$ 70.000 | |
| R$ 235.000 a R$ 340.000 | |
| R$ 275.000 a R$ 495.000 | |
| R$ 330.000 a R$ 490.000 | |
| R$ 157.000 a R$ 207.000 | |
| R$ 292.500 a R$ 432.500 | |
| R$ 288.000 a R$ 322.000 | |
| R$ 235.000 a R$ 340.000 | |
| R$ 207.600 a R$ 267.600 | |
| R$ 190.000 a R$ 228.000 | |
| R$ 150.000 a R$ 210.000 | |
| R$ 100.000 a R$ 349.000 | |
| R$ 285.000 a R$ 355.000 | |
| R$ 310.000 a R$ 460.000 | |
| R$ 250.000 a R$ 330.000 | |
| R$ 360.000 a R$ 530.000 | |
| R$ 160.000 a R$ 330.000 | |
| R$ 340.000 a R$ 590.000 | |
| R$ 268.000 a R$ 298.000 | |
| R$ 135.000 a R$ 275.000 | |
| R$ 320.000 a R$ 385.000 | |
| R$ 526.000 a R$ 760.000 | |
| R$ 300.000 a R$ 520.000 | |
| R$ 211.300 a R$ 519.200 | |
| R$ 480.000 a R$ 640.000 | |
| R$ 250.000 a R$ 295.000 | |
| R$ 130.000 a R$ 170.000 | |
| R$ 360.000 a R$ 430.000 | |
| R$ 177.000 a R$ 237.000 | |
| R$ 250.000 a R$ 430.000 | |
| R$ 190.000 | |
| R$ 170.000 | |
| R$ 340.000 a R$ 850.000 | |
| R$ 259.000 a R$ 334.000 | |
| R$ 100.000 a R$ 160.000 | |
| R$ 7.000 a R$ 30.000 | |
| R$ 358.000 | |
| R$ 290.000 a R$ 390.000 | |
| R$ 195.000 a R$ 475.000 | |
| R$ 235.000 a R$ 355.000 | |
| R$ 230.000 a R$ 310.000 | |
| R$ 250.000 | |
| R$ 300.000 a R$ 400.000 | |
| R$ 174.700 | |
| R$ 195.000 a R$ 405.000 | |
| R$ 125.000 a R$ 175.000 | |
| R$ 479.000 a R$ 793.000 | |
| R$ 100.000 a R$ 170.000 | |
| R$ 117.000 a R$ 380.000 | |
| R$ 80.000 a R$ 265.000 | |
| R$ 275.000 a R$ 315.000 | |
| R$ 365.000 a R$ 445.000 | |
| R$ 240.000 a R$ 390.000 | |
| R$ 90.000 a R$ 130.000 | |
| R$ 460.000 a R$ 502.000 | |
| R$ 195.000 a R$ 305.000 | |
| R$ 180.000 a R$ 390.000 | |
| R$ 211.000 a R$ 600.000 | |
| R$ 155.000 a R$ 205.000 | |
| R$ 430.000 a R$ 530.000 | |
| R$ 305.000 | |
| R$ 130.000 a R$ 160.000 | |
| R$ 133.000 a R$ 473.000 | |
| R$ 550.000 a R$ 750.000 | |
| R$ 215.000 a R$ 530.000 | |
| R$ 350.000 a R$ 389.000 | |
| R$ 220.000 a R$ 250.000 | |
| R$ 350.000 | |
| R$ 195.000 a R$ 460.000 | |
| R$ 290.000 a R$ 390.000 | |
| R$ 100.000 |
*A coluna investimento é o resultado da soma da taxa de franquia, do capital para instalação e do capital de giro.
segunda-feira, 24 de outubro de 2011
Uma boa dica para quem quer adquirir uma franquia:
Sugerida pelo Blog do Marcelo Cherto.
quinta-feira, 7 de julho de 2011
Rihomo amplia sua rede de franquias
Em 2011, a Industria de cuecas Rihomo estará ampliando de 10 para 15 unidades franqueadas.
A empresa RIHOMO®, está há 11 anos no segmento de moda íntima masculina. Em maio de 2000, o proprietário adquiriu uma pequena fábrica no Bairro Quintino Cunha em Fortaleza. As novas instalações facilitaram o aumento da quantidade de peças produzidas e a possibilidade de diversificar as variedades de modelos.
No ano de 2004, foi inaugurada a primeira filial localizada no Bairro Jockey Clube, em Fortaleza. No mesmo ano a empresa identificou a necessidade de criar uma marca feminina, nascia então Dina Lingerie. De 2004 em diante, a empresa procurou acompanhar as constantes reformulações das tendências de mercado.
Foram feitos investimentos em maquinários modernos e no aumento do número de funcionários. Em setembro de 2008, a sede da empresa passou a localizar-se no endereço atual, no Conjunto Industrial do Município Maracanaú-Ce, com 34.000 m² de área total, fabricando hoje mais de 700 mil peças/mês e gerando mais de 500 empregos diretos.
O crescimento constante das vendas e da fabricação do produto impulsionou, até os dias de hoje, a inauguração de mais cinco franquias.
Hoje a RIHOMO® atende seus clientes com competência, rapidez e qualidade. Contando com um processo de logística funcional e um excelente controle de qualidade.
Contato: franquia@rihomo.com.br
segunda-feira, 20 de junho de 2011
Raio X do franchising no Brasil
Em entrevista ao Mundo do Marketing, Ricardo Camargo, Diretor Executivo da ABF, fala sobre resultados e tendências do setor
Por Sylvia de Sá, do Mundo do Marketing | 16/06/2011
sylvia@mundodomarketing.com.br
Com um faturamento de R$ 77 bilhões em 2010, as franquias brasileiras têm motivos para comemorar. Os números representam uma expansão de 20,4%, se comparado a 2009, e a expectativa é que o setor continue crescendo a dois dígitos nos próximos cinco anos. Hoje, as 1.865 redes de franchising operam 87 mil pontos de venda no país. Para 2011, a previsão é de aumento contínuo, com mais nove mil lojas e um crescimento de 8% no número de redes, além de um faturamento 15% maior.
Entre os setores com melhor desempenho estão alimentação, acessórios pessoais e calçados, vestuário e beleza. Áreas de prestação de serviço, no entanto, como atendimento, reparos domésticos, acompanhamento de idosos, jardinagem, consertos de computador e representações comerciais também apresentam oportunidades para aqueles que desejam investir. Na medida em que o poder de consumo do brasileiro aumenta, novos mercados podem ser explorados por quem quer empreender.
Em entrevista ao Mundo do Marketing, Ricardo Camargo, Diretor Executivo da Associação Brasileira de Franchising (ABF), traça um raio X do setor. Quem são os novos franqueados, como aproveitar as oportunidades do e-commerce e quais são as tendências para os próximos anos são alguns dos assuntos abordados. A seguir, a conversa na íntegra.
Mundo do Marketing: De uma forma geral, como está o setor de franquias no Brasil?
Ricardo Camargo: No Brasil, o sistema de franchising faturou R$ 77 bilhões em 2010, um avanço de 20,4% em cima do ano anterior, fechou com 1.865 redes, um aumento de quase 13% e chegou a 87 mil pontos de venda, crescendo 8%. Acumulamos no ano passado um total de empregos diretos de 777 mil. Para 2011, projetamos 62 mil novos empregos, de oito a nove mil novos pontos de venda, 8% em crescimento de redes e 15% no faturamento. O Brasil é o quarto país do mundo em termos de marcas e o sexto em termos de unidades.
Mundo do Marketing: Que mercados apresentam boas oportunidades para a expansão das redes?
Ricardo Camargo: Todos os mercados têm suas oportunidades. Os grandes centros já têm muitas franquias, shoppings. Vemos um crescimento acentuado em periferias das cidades. Há muitos supermercados, hipermercados e galeriais comerciais que também estão disponibilizando pontos e propiciam um crescimento dentro destas grandes metrópoles. Mas a grande oportunidade está no Nordeste, que teve um aumento de renda e deve ter crescido em torno de 23%.
O franchising também se interioriza e vai em direção à região Norte, principalmente no estado do Pará, em cidades como Parauapebas, Marabá e a capital Belém. Manaus continua em uma fase de crescimento forte na região Norte e há ainda estados como Mato Grosso do Sul, Matogrosso, Palmas e Goiás, que em função dos bons resultados agropecuários estão começando a ver crescer fortemente as suas cidades.
Mundo do Marketing: Que setores crescem mais e são oportunidades para franquias?
Ricardo Camargo: São inúmeros. Prestação de serviço teve um crescimento acentuado, através das microfranquias, que são franquias com investimento total de até R$ 50 mil. Há um aumento na área de atendimento, como reparos domésticos, acompanhamento de idosos, jardinagem, consertos de computador e representações comerciais. Este é um segmento que cresce bastante. Mas os que mais cresceram no ano passado foram alimentação (40%), seguido por acessórios pessoais e calçados (37,9%), vestuário (37%), beleza e saúde (20%), turismo e informática (ambos em 17%).
Mundo do Marketing: As oportunidades acompanham também as taxas de crescimento? Onde cresce mais é onde há mais oportunidades?
Ricardo Camargo: Depende um pouco dos resultados macroeconômicos. Áreas como alimentação e vestuário cresceram principalmente em função do aumento de renda no ano passado. Mas existem outros mercados que crescem em função do poder econômico. Turismo tem crescido interna e externamente. Apenas em 2010, as empresas aéreas tiveram um crescimento no faturamento na ordem de 20%, um número bastante significativo. O Brasil é hoje um dos 10 países que mais exporta turistas, embora internamente não aproveite tanto.
Na área de informática o Brasil é um dos grandes players mundiais, assim como em telefonia celular. Em celulares é o quarto país do mundo e em informático é o quinto. Esses setores, por uma razão de mercado, são os que mais têm crescido. Mas isso não impede que existam oportunidades em outros setores, como educação, por exemplo. Com os próximos eventos internacionais que o país sediará há uma procura forte, principalmente nas escolas de idioma como inglês, e nos setores profissionalizantes.
Mundo do Marketing: Quais são as maiores dificuldades que as redes enfrentam hoje para se expandir?
Ricardo Camargo: A primeira delas é o número de pontos. Tivemos uma valorização imobiliária excessiva no ano passado, na ordem de 25%, e isso tem inibido um pouco os negócios, porque compromete a taxa de retorno em função dos altos aluguéis, ou das altas luvas. Os pontos comerciais estão muito caros, o que impede de certa forma a abertura de novas lojas. Tanto é que só crescemos 8% no ano passado, quando deveríamos ter crescido no mínimo 10%. Esse é o principal fator hoje de estrangulamento.
Na área de crédito temos abundância, porque o mercado de franquias é muito mais seguro. Hoje vários bancos têm linhas de crédito especiais para franquias. Mas há problemas característicos da nossa economia. A carga tributária brasileira é a mais alta do mundo, além da condição dos aeroportos e das estradas. São operações muito deficientes, que oneram o custo do produto final.
Mundo do Marketing: O perfil do franqueado mudou nos últimos anos. Quem são esses novos empreendedores?
Ricardo Camargo: Tivemos a soma de pessoas mais jovens entrando no mercado, algumas oriundas de universidades. Nosso sistema educacional ainda é bastante deficiente, então há sobras em alguns setores, como Direito e Administração. Às vezes, as pessoas não encontram oportunidades de trabalho no mercado e acabam querendo montar seu próprio negócio. De maneira geral, os homens mais jovens têm entrado, mas as mulheres também têm aumentado o seu grau de participação. Acreditamos que 35% dos negócios aqui no Brasil estejam nas mãos de mulheres. A faixa etária também mudou. Normalmente ficava entre 40 e 55 anos e passou para 25 a 50 anos.
Mundo do Marketing: Vemos muitas redes novas que ainda não têm um grande trabalho de Marketing. O que deve ser feito para desenvolver uma boa marca de franquia?
Ricardo Camargo: O segredo do negócio de franquias é justamente a marca. Temos hoje Wizard, O Boticário, Habib's, McDonald’s, Giraffas, Bob’s. Companhias que têm feito um Marketing muito mais ativo, até porque crescem cada vez mais.
As empresas menores, antes de iniciar uma alavancagem na área de Marketing, precisam estar com a operação bem definida para que haja uma coesão e, a partir daí, comecem a trabalhar o Marketing de forma mais ativa. Marcas menores naturalmente não têm tanto recurso para fazer frente, porque são poucas unidades, então precisam em primeiro lugar tentar crescer a sua base, para que quando utilizem a verba de Marketing em maior escala e consigam penetrar no mercado.
Mundo do Marketing: A internet é uma realidade no varejo, mas as redes acabam ficando de fora pela sua natureza de negócio. Elas realmente não podem vender online? Como aproveitar este mercado?
Ricardo Camargo: Muitas redes já têm optado por ter vendas online. Essa é uma realidade que não tem mais volta. De alguma forma, as empresas em algum momento terão que se plugar. Percebemos que deve haver uma concordância entre os pontos de venda. A loja física continua sendo o foco principal, mas o site tem que estar de acordo com a loja. Ter preços diferentes pode trazer problemas, por exemplo. É necessário um trabalho conjunto entre franqueador e franqueados para chegar a um acordo de como serão consideradas essas vendas para começar a crescer neste segmento.
Mundo do Marketing: Qual é a projeção do setor para os próximos anos? Quais são as principais tendências?
Ricardo Camargo: Devemos continuar crescendo a dois dígitos nos próximos cinco anos. Temos muito espaço para expandir. A Austrália, por exemplo, tem 22 milhões de habitantes, mil redes de franquias e 14% do PIB é gerado pelas franquias. Nos Estados Unidos, este número é de 20%. No Brasil, o nível de participação é de 2,1%, apesar de já sermos o quarto mercado do mundo em marcas e o sexto em unidades.
Isso nos dá uma dimensão de crescimento muito forte na área de franquias. Temos condições de atingir nos próximos três anos mais de 250 mil pontos de venda, então continuaremos a crescer numa linha bastante forte. O PIB do franchising tem sido mais ou menos 2,5 a três vezes o PIB normal do país. Dizem que o PIB do país, em média, crescerá 4,5%, 5% nos próximos anos. A tendência é o que franchising continue crescendo na faixa de 12%, 15%.
sábado, 11 de junho de 2011
A euforia das franquias
Com um faturamento de R$ 75,9 bilhões em 2010, o setor de franquias brasileiro já é o quarto do mundo em número de marcas e o sexto em unidades. Caso fosse consolidado numa única empresa, só seria superado pela Petrobras e pela Vale
Por Rogério Godinho - Isto É Dinheiro.
Vídeo: franquias atraem novos setores da economia, mas é preciso coragem para desbravar mercados pouco explorados, veja no link: http://terratv.terra.com.br/videos/Noticias/IstoE-Dinheiro/4785-368077/A-euforia-das-franquias.htm
As formigas são insetos que trabalham incansavelmente para armazenar comida. Fazem essa tarefa de forma organizada, onde cada uma delas exerce uma função claramente definida. Sozinhas, elas não têm força. Juntas, formam uma das mais complexas sociedades do reino animal. Essa pode ser uma descrição possível do setor de franquias brasileiro. No ano passado, o número de redes em operação no País avançou 12,9%, para 1,8 mil marcas.
A quantidade de lojas (próprias ou franqueadas) atingiu 86,3 mil unidades, um crescimento de 8% sobre o ano anterior. Se fossem contadas isoladamente, cada franquia seria como uma formiga longe do formigueiro. Mas graças ao trabalho incessante de 777 mil pessoas que trabalham na área, o setor faturou R$ 75,9 bilhões em 2010, alta de 20,4%, de acordo com a Associação Brasileira de Franchising (ABF).
Caso fosse consolidado numa única empresa, seus resultados só seriam inferiores aos registrados nos balanços da Petrobras e da Vale. Mais: a ABF estima que as franquias devem expandir-se, em 2011, num ritmo superior em mais de três vezes ao do PIB brasileiro, que pelas estimativas do governo se elevará em pelo menos 4,5%. “Já somos o quarto país do mundo em número de marcas e o sexto no total de unidades”, diz Ricardo Camargo, diretor-executivo da associação, que organiza a ABF 2011 nesta semana.
Ricardo Camargo, da ABF: setor de franquias no Brasil cresce em um ritmo mais de três vezes maior do que o PIB
Para Camargo, não há no horizonte nenhum sinal de que o setor de franquias brasileiro possa se desacelerar. Ao contrário. “Tivemos um primeiro trimestre de 2011 bastante forte”, afirma Camargo. Os investimentos estão acontecendo em todas as áreas. O grupo Ipiranga, por exemplo, abriu 52 lojas das marcas Jet Oil, Jet Oil Motos e AM/PM, nos três primeiros meses deste ano. A tradicional fabricante de roupas íntimas Hope vai dobrar o número de franquias em 2011.
No ano passado, a empresa paulista tinha 55 lojas nesse sistema. O objetivo é acrescentar 60 novos franqueados em 2011. Apesar de ainda estar concentrado nas áreas de alimentação e de vestuário, cada vez mais o setor de franquias brasileiro se diversifica. “Atualmente, você encontra franquias em virtualmente qualquer segmento”, diz André Fiedheim, sócio-diretor da Francap, consultoria paulista especializada em franchising. Há desde clínicas odontológicas e de fisioterapia até academias especializadas para quem tem problemas de coluna, passando por lojas de piscinas, como a Igui, que de 17 unidades, em 2009, fechou 2010 com 351.
A grande tendência, no entanto, são as microfranquias. Esse conceito ganhou força nos últimos três anos. Trata-se de franquias em que o investimento inicial do empreendedor é muito mais baixo, quando comparado com as franquias tradicionais. Em geral, os gastos para começar um empreendimento não ultrapassam a R$ 50 mil. Nesse caso, as áreas de atuação vão desde chaveiros até serviços domésticos em geral, a exemplo do Dr. Resolve, que atua no setor de reformas e reparos. No ano passado, esse modelo de franquias cresceu 25%, segundo dados da ABF.
Outra novidade é a interiorização das lojas franqueadas, em razão da abertura de shoppings centers em médias e pequenas cidades brasileiras. Isso tudo não significa que as áreas pioneiras ficaram para trás. Ao contrário, as tradicionais franquias de alimentação são justamente as que mais ganham musculatura. Em 2010, o volume de negócios das redes de alimentação, que contam com 12 mil lojas em operação, atingiu R$ 15,2 bilhões, 39,9% a mais do que o ano anterior, e o equivalente a cerca de 20% do movimento de todo o setor de franquias. Outro destaque foi o setor de acessórios pessoais e calçados. Com 4,2 mil pontos de vendas franqueados, o faturamento cresceu 29,9%, o segundo melhor desempenho de 2010. Em seguida, ficou o setor de vestuário, com expansão de 29%.
quinta-feira, 9 de junho de 2011
Setor de franquias espera faturar R$ 87,2 bilhões em 2011
De janeiro a maio, o país ganhou pelo menos 60 novas redes, e outras 90 estão a caminho
Agência Sebrae de Notícias
Impulsionado pelo crescimento do poder de compra das classes C e D, o setor de franquias espera faturar R$ 87,2 bilhões em 2011, alta de 15% em relação a 2010. Só nos primeiros cinco meses do ano, o país ganhou pelo menos 60 novas redes, e a expectativa da Associação Brasileira de Franquias (ABF) é de que outras 90 sejam abertas até o fim do ano.
Os números foram divulgados nesta quarta-feira (8) na abertura da ABF Franchising Expo, a maior feira de franquias da América Latina, que acontece até sábado (11), no Expo Center Norte, em São Paulo.
Segundo a ABF, o brasileiro que quiser aproveitar as oportunidades que serão criadas pela Copa do Mundo, Olimpíadas e, principalmente, pelo Pré-Sal, deverá ficar atento a algumas tendências de negócios quando o assunto é franquia.
Empresas ligadas à educação, como escolas de inglês e cursos profissionalizantes, turismo (agências de viagens, pousadas, pequenos hotéis), logística e distribuição (companhias aéreas), alimentação, beleza, saúde e vestuário deverão ter grande procura nos próximos quatro anos. “Muita gente acha que o setor de alimentação está saturado, mas no ano passado foram abertas 100 novas redes de franquias. As pessoas continuarão cada vez mais se alimentando fora de casa”, disse o presidente da ABF, Ricardo Camargo.
Nordeste
Além destes setores, a entidade continua apostando na região Nordeste como grande consumidor de franquias no país, principalmente com a construção de novos shoppings centeres na região. “Além de consumir as franquias, o Nordeste está exportando também suas redes para o Sul e Sudeste”, diz Camargo.
O faturamento total das franquias alcançou em 2010 a marca de R$ 75,9 bilhões. O número de redes em operação no país cresceu 12,9% em 2010 e o número de unidades chegou a 86.365, que significa um incremento de 8% em relação ao ano anterior.
segunda-feira, 6 de junho de 2011
Redes de franquias investem em cidades do interior
Atraídas por benefícios como aluguéis baratos e pouca concorrência, empresas de médio porte avançam em novos mercados
Bruna Bessi, iG São Paulo
Escapar da competitividade nas grandes metrópoles e da saturação do mercado é uma das vantagens que têm levado redes de franquias tradicionalmente localizadas em capitais a buscar alternativas no interior do País. É o caso da franquia especializada no ramo odontológico Sorridents, que vem apostando no potencial das cidades interioranas.
A rede conta hoje com 164 franqueados e 14 unidades no interior, em cidades como São José do Rio Preto (SP), mas pretende aumentar a participação desses mercados na expansão do grupo. “É um modelo interessante porque os franqueados pagam aluguel mais baixo e conseguem diminuir seu custo operacional, o que gera uma lucratividade maior”, diz Alexandre Sita, diretor de negócios da empresa.
Em 2010, as franquias de regiões distantes dos grandes centros foram responsáveis por 10% do faturamento da Sorridents, que chegou a R$ 120 milhões. A opção da empresa em apostar neste modelo vem se tornando a preferência de muitos empresários, que são atraídos por benefícios como aluguéis imobiliários mais baratos e a possibilidade de ter funcionários morando nas proximidades. “Trabalhar perto da empresa diminui custos e aumenta a qualidade de vida, o que é bom tanto para os funcionários quanto para os empreendedores”, afirma Viviane Gonzalez, diretora da consultoria Business Partners Consulting.
Rogério Gama, diretor da MegaMatte, acredita no potencial das cidades mais afastadas
As oportunidades do comércio interiorano também impulsionaram a expansão da MegaMatte. Voltada ao mercado fast-food, a empresa investiu no sistema de franchising e montou um plano para regiões afastadas. Com 81 franqueados e sete unidades localizadas em cidades como Juiz de Fora (Minas Gerais) e Cabo Frio (Rio de Janeiro), a empresa registrou faturamento em 2010 de R$ 50 milhões. A expectativa é de que a rede alcance a marca de 100 franquias este ano, incluindo novas unidades no interior. “Nosso cliente do interior tem um poder de compra maior e participa de um mercado diferenciado, já que o modelo fast-food ainda não faz parte de sua cultura. Mas, se por um lado isso nos favorece, por outro, exige um tempo maior para maturação do negócio”, diz Rogério Gama,
Tempo de maturação
Apesar do modelo atrativo e dos resultados favoráveis, a expansão pelo interior é um processo que exige tempo e um fôlego maior para manter os investimentos enquanto o negócio se consolida na região. “O investimento pode representar um perigo caso seja feito sem estrutura e planejamento. É preciso ter cuidado na escolha da região, identificar se existe oferta de mão de obra e se há uma forte presença de clientes em potencial”, diz Viviane.
Para Alexandre Sita ainda é preciso conquistar a clientela de cidades do interior
A dificuldade para captar novos clientes é um dos problemas identificados pelo diretor da Sorridents, que ressalta a necessidade de conquistar a “simpatia” dos que ainda estão pouco acostumados com a imagem da empresa.
“A população interiorana às vezes rejeita profissionais e marcas que vêm de fora. Por isso, temos muito trabalho para conquistá-los. É um esforço que demanda tempo e competência”, afirma.
Outro aspecto que pode complicar a adaptação de uma média empresa no interior é a falta de mão de obra qualificada. Esse problema foi encontrado pela rede de Cursos Maxx, voltada ao ensino preparatório de concursos públicos, que começou este ano a expandir seu mercado para Teresópolis – interior do Rio de Janeiro.
“Somos obrigados a trazer os professores da capital para lecionar nesta unidade. Os gastos com hospedagem e transporte chegam a aumentar em até 30% o valor da hora aula”, afirma Marcelo Portella, diretor geral do curso. “Para diminuir o problema, estamos capacitando os profissionais de Teresópolis, mas isso ainda demorará alguns meses.”
Fotos: Alexandre Carvalho / Fotoarena





